Esse artigo nasceu de uma conversa com a Renata Camera Santos, minha filha.
Conversávamos sobre wallets. Eu disse, de cara, que não via mais futuro para a palavra — que talvez fosse hora de encontrar outro nome para a carteira digital.
Mas a conversa ficou na minha cabeça. Quanto mais eu pensava, mais percebia que estava errado pela metade. A palavra wallet sobrevive. O que muda é tudo o que ela descreve.
A wallet deixa de ser um app que se abre e vira uma camada que age. Deixa de ser repositório passivo e vira agente ativo. Deixa de competir por share of wallet, no sentido literal, e passa a competir por share of decision.
Categoria: Cartões de Pagamento
Todo mundo culpa o cartão de crédito pelo endividamento das famílias brasileiras. Fui aos dados do Banco Central para checar se essa culpa faz sentido. O que encontrei me surpreendeu — não pelo que os números confirmam, mas pelo que revelam quando lidos com cuidado. O artigo está no Brazil Journal
O Visa B2AI Report trouxe um dado que resume bem o momento: 53% dos executivos americanos já permitiriam que agentes de IA negociassem preços em seu nome. Entre os consumidores, apenas 38% deixariam um agente finalizar uma compra de forma autônoma.
As empresas já decidiram. Os consumidores, ainda não.
E a confiança — que vai determinar o ritmo de tudo isso — não é genérica. Ela tem endereço.
Analisei esses dados no NeoFeed, com uma ressalva sobre o que significam — ou não — para o Brasil.
Quando o seu agente fizer uma compra por você, você vai querer saber como ele decidiu?
Se o Pix é um sistema doméstico, por que brasileiros já pagam com Pix fora do Brasil?
Esse aparente paradoxo é o ponto de partida de um texto publicado hoje no Brazil Journal, em que chamo esse fenômeno de Pix Roaming e exploro o que ele diz sobre experiência, infraestrutura e mercado.
Eficiência operacional, novos riscos e o papel do ecossistema de pagamentos
Nas últimas semanas, o termo “comércio agêntico” começou a aparecer com mais frequência — e, na prática, ele traz uma mudança bem concreta: quando agentes de IA passam a navegar e executar ações em nome do consumidor, o varejo precisa aprender a separar automação legítima de abuso automatizado, sem perder segurança nem qualidade de experiência.
Escrevi um artigo na Let’s Money para organizar esse tema com calma: o que está mudando no e-commerce, por que identidade, antifraude e pagamentos entram no centro da discussão em 2026, e como os chamados “superagentes” podem atuar dentro das operações — com eficiência, mas exigindo governança.
Se você está acompanhando IA aplicada a varejo e meios de pagamento, fica o convite para ler e tirar suas próprias conclusões.



