O varejo nunca parou de financiar o consumidor. Crédito ao consumidor, no Brasil, sempre teve no varejo seu protagonista. Não como exceção ou cortesia, mas como parte estrutural do negócio. Durante décadas de inflação alta, os bancos privilegiaram operações de overnight e crédito para grandes empresas. Coube ao comércio financiar quem estava do outro lado do balcão. Essa lógica nunca desapareceu. Mudaram apenas os instrumentos.
Categoria: Serviços Financeiros
Com base em sua palestra no Payment View 2026, realizado no inovabra, Edson Luiz dos Santos, escreveu um artigo exclusivo para o FintechLab IA sobre onde se escondem as verdadeiras dores relacionadas aos pagamentos B2B.
Comércio agêntico ganhou tração rápida no debate brasileiro nas últimas semanas. Lendo o material publicado, percebi que faltava um ângulo. Os textos descrevem bem o ecossistema e os papéis, mas raramente acompanham uma transação acontecendo do início ao fim. E é justamente quando se segue a transação que o papel de cada player se ilumina.
Decidi escrever sobre isso. Acabou virando uma série de três artigos para a NeoFeed.
O primeiro descreve a transação ponta a ponta, com atenção a como cada player aparece quando o fluxo é acompanhado em detalhe. O segundo, no próximo capítulo, trata do Know Your Agent. O terceiro, da disputa silenciosa entre as camadas pelo dono do cliente.
Esse artigo nasceu de uma conversa com a Renata Camera Santos, minha filha.
Conversávamos sobre wallets. Eu disse, de cara, que não via mais futuro para a palavra — que talvez fosse hora de encontrar outro nome para a carteira digital.
Mas a conversa ficou na minha cabeça. Quanto mais eu pensava, mais percebia que estava errado pela metade. A palavra wallet sobrevive. O que muda é tudo o que ela descreve.
A wallet deixa de ser um app que se abre e vira uma camada que age. Deixa de ser repositório passivo e vira agente ativo. Deixa de competir por share of wallet, no sentido literal, e passa a competir por share of decision.




