O varejo nunca parou de financiar o consumidor. Crédito ao consumidor, no Brasil, sempre teve no varejo seu protagonista. Não como exceção ou cortesia, mas como parte estrutural do negócio. Durante décadas de inflação alta, os bancos privilegiaram operações de overnight e crédito para grandes empresas. Coube ao comércio financiar quem estava do outro lado do balcão. Essa lógica nunca desapareceu. Mudaram apenas os instrumentos.
Categoria: Tecnologia
Este é o segundo artigo da série de três que publico aqui na Neofeed sobre comércio agêntico. O primeiro descreveu como uma transação agêntica acontece de ponta a ponta, com atenção ao detalhe técnico que sustenta tudo. Aquele texto encerrou com um gancho aberto. Disse ali que sem identificar o agente com confiança, o mandato fica sem âncora. Este artigo trata exatamente disso, Kow Your Agent – KYA.
Com base em sua palestra no Payment View 2026, realizado no inovabra, Edson Luiz dos Santos, escreveu um artigo exclusivo para o FintechLab IA sobre onde se escondem as verdadeiras dores relacionadas aos pagamentos B2B.
Comércio agêntico ganhou tração rápida no debate brasileiro nas últimas semanas. Lendo o material publicado, percebi que faltava um ângulo. Os textos descrevem bem o ecossistema e os papéis, mas raramente acompanham uma transação acontecendo do início ao fim. E é justamente quando se segue a transação que o papel de cada player se ilumina.
Decidi escrever sobre isso. Acabou virando uma série de três artigos para a NeoFeed.
O primeiro descreve a transação ponta a ponta, com atenção a como cada player aparece quando o fluxo é acompanhado em detalhe. O segundo, no próximo capítulo, trata do Know Your Agent. O terceiro, da disputa silenciosa entre as camadas pelo dono do cliente.
O Visa B2AI Report trouxe um dado que resume bem o momento: 53% dos executivos americanos já permitiriam que agentes de IA negociassem preços em seu nome. Entre os consumidores, apenas 38% deixariam um agente finalizar uma compra de forma autônoma.
As empresas já decidiram. Os consumidores, ainda não.
E a confiança — que vai determinar o ritmo de tudo isso — não é genérica. Ela tem endereço.
Analisei esses dados no NeoFeed, com uma ressalva sobre o que significam — ou não — para o Brasil.
Quando o seu agente fizer uma compra por você, você vai querer saber como ele decidiu?



