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Ebanx anuncia integração de pagamentos em busca de liderança na América Latina

Fintech de Curitiba, o Ebanx se tornou um unicórnio em outubro de 2019 e vem expandindo pela América Latina desde então
Steve Marcus/Reuters

Matéria publicada na edição de hoje no site do Estadão

O unicórnio Ebanx anuncia nesta segunda-feira, 24, a unificação dos dois segmentos em que atuava separadamente: pagamentos de empresas entre-fronteiras (de um país para outro) e pagamentos em moeda local, contemplando os 15 países da América Latina onde a startup está presente. Com isso, a expectativa é fincar o pé na região e ser a referência para empresas internacionais que queiram aterrissar por aqui.

O EbanxOne, como é chamada a solução, permite que transações comerciais de companhias de outros países possam ser realizadas na respectiva moeda latinoamericana local, pagas a fornecedores da região na mesma moeda, convertida em dólares e remetida para a sede da empresa em qualquer lugar do mundo em uma única plataforma. O objetivo da fintech é permitir que empresas possam se expandir na região, sem os entraves burocráticos de instalar sedes e escritórios nos países.

“As empresas têm essa rapidez e flexibilidade de estarem conectadas a só um provedor, que somos nós, e fazer a expansão no continente todo”, afirma ao Estadão o cofundador e presidente executivo do Ebanx, João Del Valle. Na prática, diz o CEO, o serviço integrado permite que um cliente chinês, por exemplo, use pagamentos transfronteiriços no México, entre no mercado argentino e continue com sede e operações no Brasil, realizando transações em moeda local em cada país, recebendo os valores em yuan e até distribuindo pagamentos a fornecedores de cada região, também em moeda local.

Mesmo sendo parecidos, o Ebanx vinha operando esses serviços de forma não integrada. A fintech tem entre os clientes na carteira algumas empresas parrudas do mercado internacional, como Spotify, Airbnb, Uber, AliExpress e Shopee, permitindo remessas internacionais em dólar ou yuan. Segundo especialistas, a novidade possibilita que essas empresas cresçam no mercado latinoamericano, usando uma plataforma única para realizar as operações, sem depender de empresas diferentes em cada país.

“O serviço amplia o mercado para empresas internacionais e tem um pitch de venda melhor porque o Ebanx resolve a dor do cliente com uma única solução integrada”, afirma Marcelo Martins, diretor executivo da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs). Justamente por isso, Martins não considera o anúncio uma inovação por si só, mas sim uma demarcação de território para atrair mais clientes interessados na ideia de “one stop shop”, conceito em que o usuário faz tudo em um único serviço: “Esse movimento é mais um posicionamento de marca e de produto do que algo exatamente novo.”

Para Bruno Diniz, chefe na América do Sul da Financial Data & Technology Association (FDATA), o Ebanx One facilita a mobilidade das empresas dentro da região latinoamericana, o que pode ser um diferencial frente a startups rivais do mesmo segmento, como a uruguaia dLocal. “Com esse passo, o Ebanx acaba fazendo com que se diferencie, o que é importante neste momento, quando o e-commerce é impulsionado e atrai mais empresas para a América Latina.”

O diagnóstico bate com o que a fintech brasileira afirma ter sentido durante a pandemia de covid-19 em 2020, quando a empresa intermediou 145 milhões de transações, alta de 38% em relação ao ano anterior. Com o Ebanx One, a expectativa é aumentar em cinco vezes o volume de processamento nos próximos três anos.

“A solução é um diferencial para fincar a bandeira na América Latina”, diz Diniz. “É uma forma de ser um agente consolidador desse tipo de pagamento na região.”

Nascido em Curitiba em 2012, o Ebanx tornou-se unicórnio em outubro de 2019 depois de investimentos do fundo FTV. Desde então, a empresa vem expandindo a sua atuação no mercado latinoamericano, onde tem plano de continuar líder no segmento de pagamentos entre-fronteiras e o objetivo de ser o líder em pagamentos de modo geral.

“Temos orgulho de sermos latinoamericanos e nossa operação é aqui. E a ideia de ir mais fundo na região, e não superficial, está na nossa missão”, explica Del Valle.

Para o futuro, o Ebanx não descarta fazer a oferta pública inicial de ações (IPO) e abrir o capital. De acordo com o presidente executivo da fintech, a empresa está com um projeto de “IPO Readiness”, em que a companhia cumpre requisitos para entrar na Bolsa, e aguarda o período ideal para se lançar no mercado público. “Quem sabe daqui a dois anos a gente queira abrir IPO? Aí já estaremos prontos”, diz, sem detalhar quando seria esse momento.

Apesar de já flertar com a possibilidade de ir para a Bolsa, o orgulho de ser latinoamericano do Ebanx tem limite: a fintech não cogita abrir IPO na Bolsa brasileira ou mesmo em outro lugar em países vizinhos. O foco é a Nasdaq, a bolsa americana conhecida por ser a favorita das empresas de tecnologia. “Somos uma empresa global”, afirma Del Valle.

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Stone compra 4,99% do Banco Inter

Em 24 de maio de 2021, os acionistas controladores do Banco Inter e a Stone, firmaram acordos vinculantes delineando a transação, por meio dos quais a Stone investirá até R $ 2,5 bilhões (aproximadamente US $ 471 milhões) em novas ações emitidas pelo Banco Inter, tornando-se um investidor minoritário ( limitada a 4,99% de participação) do Banco Inter após a transação.

 

Como parte do Investimento, a Stone e os acionistas controladores do Banco Inter celebrarão um Acordo de Acionistas pelo qual a Stone terá o direito de preferência em caso de mudança de controle do Banco Inter, por um período de 6 (seis) anos e de acordo com certos limites de preço.

Além disso, Stone terá o direito de fazer parte do Conselho de Administração do Banco Inter com um assento em 9 (nove).

As equipes do Banco Inter e da Stone estão trabalhando juntas para explorar e se envolver em oportunidades de parceria destinadas a trazer os consumidores do Banco Inter para os comerciantes da Stone, bem como maximizar a proposta de valor para os ecossistemas de consumidor do Banco Inter e de varejistas da Stone. Exemplos de caminhos de criação de valor que estão sendo explorados são:

  • Conectar os varejistas da Stone à InterShop, conduzindo a digitalização da base comercial da Stone e fornecendo uma jornada omnichannel para os consumidores da Intershop.
  • Habilitar uma experiência de pagamento móvel perfeita entre consumidores do Banco Inter e varejistas da Stone, online e offline.
  • Aumentar a proposta de valor para a base de clientes da Stone e Inter, aproveitando os recursos de produtos e tecnologia de pagamento de ambas as empresas.
  • Alavancar os recursos de financiamento do Banco Inter para aumentar a eficiência nas ofertas de capital de giro da Stone, bem como dar aos clientes do Banco Inter acesso a novas oportunidades de investimento em renda fixa, por meio da oferta de FIDCs.

 

 

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BC abre consulta pública sobre Pix Saque e Pix Troco

Em mais uma etapa do processo evolutivo do Pix, o Banco Central lançou hoje (10/5) a Consulta Pública 87/2021 que trata de duas novidades relacionadas ao assunto: o Pix Saque e o Pix Troco. 


O Pix Saque é a transação exclusiva para a retirada de recursos em espécie. Pode ser oferecida por estabelecimentos comerciais ou outras empresas, por instituições especializadas no serviço de saque, além das instituições financeiras. Ou seja, o usuário do Pix poderá sacar dinheiro em espécie em uma padaria, um estacionamento ou em um caixa eletrônico. 

Já o Pix Troco, que poderá ser oferecido por empresas e estabelecimentos comerciais, está associado a uma operação de compra ou prestação de serviço. Nesse caso, o usuário do Pix pode, por exemplo, comprar R$ 10 em pães e fazer um Pix de R$ 20 para a padaria, que lhe devolveria os pães e R$ 10 em espécie. Lançada hoje, a Consulta Pública  fica aberta até o dia 9 de junho de 2021. Todos que tiverem interesse no assunto estão convidados a participar e registrar suas sugestões.

O Pix Saque e o Pix Troco vão entrar em operação no segundo semestre desse ano. Todas as pessoas que tiverem conta em qualquer uma das instituições participantes do Pix poderão utilizar os serviços. Apesar de estarem sendo propostos de maneira conjunta, o Banco Central enfatiza que são dois produtos distintos. “O objetivo é conferir maior flexibilidade aos agentes de saque, que poderão optar por oferecer somente um produto ou ambos, conforme as respectivas necessidades e modelos de negócios”, explicou o chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do Banco Central, Ângelo Duarte. 


Como vai funcionar 

Na prática, o Pix Saque vai funcionar da seguinte maneira: no estabelecimento que irá atuar como agente de saque, o usuário vai fazer a leitura de um QR Code (ou usar a função Pix Copia e Cola) e fazer um Pix para o estabelecimento. Em contrapartida, ele vai receber o dinheiro em espécie. Usar o Pix Troco também será simples. No estabelecimento onde estiver disponível essa funcionalidade, o usuário poderá, ao realizar uma transação de R$ 50, por exemplo, fazer um Pix de R$ 100 a partir da leitura de um QR Code único disponibilizado pelo estabelecimento e receber R$ 50 em espécie. Os estabelecimentos que desejarem atuar como agentes de saque deverão celebrar contrato com uma instituição financeira ou instituição de pagamento participante do Pix. Os agentes de saque terão liberdade de definir as condições da prestação de serviço como, por exemplo, dias e horários que pretendem disponibilizar o serviço; informações sobre os valores (exemplo, apenas múltiplos de R$ 10), entre outros. Pela proposta colocada em Consulta Pública, terão quatro saques gratuitos por mês, seja utilizando Pix Saque ou Pix Troco. A partir da quinta transação, as instituições financeiras ou de pagamentos detentoras da conta do sacador poderão cobrar uma tarifa pela transação. Os sacadores não poderão ser cobrados diretamente pelos agentes de saque. O BC explica que não haverá limite de quantidade de saques que o usuário poderá fazer – apenas o limite de valor máximo, a princípio estipulado pelo BC em R$ 500, por questões de segurança. Respeitado tal limite, as instituições e os agentes de saque podem definir limites adicionais, a depender das características do seu negócio. Por exemplo, uma loja pode estipular que o limite máximo por saque é de R$ 200.  As instituições participantes do Pix que se enquadrem na modalidade provedor de conta transacional e que sejam autorizadas a funcionar pelo BC poderão ofertar o serviço aos agentes de saque. Pela proposta em consulta, a oferta será obrigatória para as instituições que oferecerem o Pix Cobrança por meio da Pix API a estabelecimentos comerciais. 

Benefícios:  

De acordo com Carlos Eduardo Brandt, chefe adjunto do Decem, os dois novos produtos trarão mais eficiência, por meio da reutilização do dinheiro no varejo e do aproveitamento dessa rede. “A possibilidade de contar com estabelecimentos comerciais para ofertar o serviço de saque tem o potencial de reduzir o custo logístico e operacional com a distribuição de numerário, racionalizando a movimentação de meio circulante, que é bastante custosa para o BC e para a sociedade, além de gerar novas possibilidades e promover maior segurança e agregar valos para os varejistas”, enfatizou. Já do ponto de vista dos usuários, ainda de acordo com o chefe adjunto do Decem, a medida agrega conveniência e facilidade, pois aumenta a capilaridade do serviço de saque. “Especialmente nos municípios do Brasil em que não há rede de caixas eletrônicos ou agências bancárias ou nas cidades que possuem pontos de saque muito concentrado em determinadas regiões, as pessoas terão maior comodidade e muitas possibilidades para a retirada de dinheiro em espécie, sem precisar se deslocar a outro município ou para outra parte da cidade, o que pode ser, inclusive, positivo para a economia local”, defendeu.  O chefe adjunto do Decem afirmou ainda que os dois novos produtos irão melhorar as condições de oferta e de precificação de serviços de saque, especialmente pelas instituições digitais e por aquelas que não possuem rede de agências ou de caixas eletrônicos. Consequentemente, promoverão maior competição no Sistema Financeiro Nacional.  

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PagPhone, inovação da PagSeguro

 

A PagSeguro anunciou nesta terça-feira (27/04/21) o lançamento do PagPhone, um único dispositivo que reúnes as funções de smartphone e a captura de transações de transações de pagamento.

Como smartphone, o modelo conta com sistema Android 10, faz e recebe ligações e mensagens, tem conexão Wi-Fi e 4G e traz câmera Super Dual de 13 megapixels, sensor de biometria digital e bateria de longa duração.

Como máquina de cartões, o PagPhone faz todas as funções de um mobile POS, ou seja, aceita cartões de débito, crédito, refeição e Pix. Ele traz ainda a tecnologia NFC, permitindo pagamentos por aproximação.

Na minha opinião, um “golaço” da PagSeguro. Com este lançamento, a empresa oferece uma solução completa, em um único dispositivo, facilitando enormemente a vida do empreendedor.

Para quem nos acompanha, deve-se lembrar que em fevereiro de 2019, em um artigo sob o título “Quem vai liderar?, comentamos: “A PagSeguro nasceu digital, e acredito que em breve lançará produtos diferentes que substituirão a necessidade de um mPOS — talvez, migrando totalmente para pagamentos móveis.” O PagPhone não é exatamente a eliminação do POS, mas sua integração com o smartphone. Como acredito na digitalização, talvez o próximo movimento da PagSeguro seja o lançamento da tecnologia “Tap to Phone”.

Com algumas exceções, o sistema de captura de transações de pagamentos através de um termina POS não está integrado ao sistema de frente de caixa do lojista. Como consequência, o lojista se vê obrigado a adquirir um sistema de reconciliação entre o que a frente de caixa registrou como venda e o que a Credenciadora processou como pagamento.

Algumas credenciadoras passaram a ofertar um terminal POS (androide) com a capacidade de “rodar” sistemas de automação de comercial. Em outras palavras, levaram para dentro do terminal POS o sistema de frente de caixa. Nossa crítica sempre foi de que deveria ser o contrário, levar o POS para dentro da automação comercial, que no caso de micro empreendedores já está no smartphone. 

Esta é a inovação que a PagSeguro está trazendo para o mercado brasileiro. Vou além, se já temos um POS no celular, logo teremos o mesmo dentro de um tablet ou qualquer outro tipo de frente de caixa, simplificando mais ainda a vida de um lojista.

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Payments 4.0

Leia a entrevista sobre o livro “Payments 4.0 – As forças que estão transformando o mercado brasileiro” em: “O livro sobre o futuro da Cielo, Stone, PagSeguro e Rede“, matéria de Pedro Arbex e Geraldo Samos 

O Luis Filipe Cavalcanti e eu, Edson Santos, trabalhamos nesse livro com muita dedicação e amor. Foram horas de pesquisa, entrevistas, estudos e discussões. Nossa meta sempre foi dividir conhecimento e experiência que tentamos repassar nessa livro. Espero que vocês possam tirar proveito, com insights e ideias que venham a auxiliar na sua jornada, mas também contribuir com seus comentários e críticas. Por favor, fiquem a vontade!

 

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Banco Central multa a CIP em R$30 milhões

Com a colaboração do Dr. Giancarllo Melito.

O Banco Central prorrogou, mais uma vez, a entrada em vigor da normativa referente ao registro e controle de recebíveis de cartão através das empresas registradoras. Entretanto, desta vez, o Banco Central não deixou de penalizar a Câmara Interbancária de Pagamentos – CIP, entidade responsável pelo atraso, pela falta de compromisso com a data estabelecida.

O registro de recebíveis – assunto bastante discutido nos últimos anos – não foi sempre conduzido pelo Banco Central. Inicialmente, a operação era autorregulada pelo mercado, diga-se pelas credenciadoras e seus controladores, o que impedia que os recebíveis pudessem ser utilizados pelos comerciantes, por exemplo, como garantia. Até 2006, os recebíveis de transações com cartões de crédito Mastercard só podiam ser antecipados pela Redecard. Enquanto os recebíveis de cartões de crédito Visa eram antecipados pelos bancos emissores, através de um instrumento chamado “trava de domicílio bancário”. A Redecard abriu os recebíveis para os bancos em 2006, passando a aceitar a trava de domicílio dos bancos parceiros. Um pouco antes de abrir seu capital, a Cielo passou a fazer a antecipação de recebíveis para os lojistas, entrando em concorrência com os bancos.

Contudo, com a quebra da exclusividade contratual entre a bandeira Visa e a credenciadora Cielo – o tão esperado mercado multibandeiras – o processo e a operacionalização das travas bancárias vieram a se tornar mais complexos tecnicamente e difíceis de se gerenciar. A falta de interoperabilidade das agendas de recebíveis entre os bancos e credenciadoras e a falta de um acordo na utilização uniforme pelo SCG (Sistema de Controle de Garantias) fez com que o Banco Central interviesse no tema em 2018.

Com o objetivo de dar transparência às informações referentes ao registro de recebíveis, o Banco Central publicou a Resolução nº 4.707/2018 e a Circular nº 3.924/2018, dispondo sobre as condições e procedimentos para a realização, por instituições financeiras, de operações de crédito vinculadas a recebíveis de arranjo de pagamento; e a utilização de recebíveis de arranjo de pagamento em garantia de operações de crédito, respectivamente. Tratavam-se de medidas transitórias, tendo sido estabelecido que a normativa entraria em vigor no dia 31.01.2019.

Porém, em 2019, o Banco Central publicou a Resolução nº 4.734/2019 – que revogou a primeira Resolução que tratava do assunto – e, também, a Circular nº 3.952/2019, instituindo novas regras para o registro de recebíveis. Inicialmente, essas novas regras, em geral, entrariam em vigor em 03.08.2020; porém, sua vigência foi prorrogada para 03.11.2020, por meio da Circular nº 4.014/2020. Com a proximidade da data prevista para a entrada em vigor, as registradoras ainda não estavam prontas para operar plenamente, razão pela qual o Banco Central entendeu por bem prorrogar, novamente, a entrada em vigor para 17.02.2021, por meio das Resoluções CMN nº 4.867/2020 e BCB nº 35/2020. No entanto, recentemente, uma das entidades registradoras reiterou ao Banco Central que não estava pronta para entrar em operação no dia 17.02.2021.

Considerando que a necessidade de prorrogação se deu por parte da CIP, diante da sua importância, o Banco Central adiou, mais uma vez, a entrada em vigor para 07.06.2021. Todavia, tal prorrogação não se deu sem custos e consequências para a CIP.

O Banco Central firmou em 12.02.2021, um Termo de Compromisso com a CIP e seu representante legal, obrigando-a ao pagamento de uma contribuição pecuniária de R$ R$30.000.000,00, sendo R$ 29.900.00,00 para a CIP e R$ 100.000,00 para seu principal executivo. Além desta obrigação, o Banco Central estabeleceu que a CIP deveria “Submeter ao BCB Plano de Ação com a descrição de todas as medidas que serão adotadas pela entidade para assegurar a conclusão dos testes de interoperabilidade e homologatórios de integração, a fim de que possa realizar o registro de operações relativas a recebíveis de arranjo de pagamento integrante do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB)” no prazo de 5 dias e implementá-lo após a sua aprovação.

Quando o Banco Central prorrogou, mais uma vez, o início do registro e controle de recebíveis de cartão através das empresas registradoras, muita gente criticou. Outros entenderam que não havia como deixar uma registradores de fora, gerando possíveis prejuízos para os clientes das credenciadoras integradas à CIP.

A notícia do Termo de Compromisso e punição pecuniária, demonstra independência e autonomia, punindo indiretamente os grandes bancos. Entretanto, há quem argumente que o valor da multa deveria ser bem maior, pois os prejuízos causados aos estabelecimentos comerciais são enormes.

Nossa opinião é que mais uma vez o Banco Central demonstrou o seu compromisso com a competitividade do mercado!