Categoria: Carteira Digital
Mastercard anuncia o fim dos números no cartão — e talvez do cartão em si.
O anúncio da Mastercard vai muito além de tirar os 16 dígitos do plástico: representa o início do fim do próprio cartão físico como protagonista.
No novo modelo, tudo será tokenizado. Cada pagamento — seja em loja física ou online — será feito com identidades digitais seguras, armazenadas em carteiras como Apple Pay, Google Pay ou no app do banco.
A autenticação será biométrica e o número real do cartão nunca circulará. O plástico passa a ser opcional ou apenas um backup, substituído por tokens únicos e invisíveis ao usuário.
No Brasil, essa mudança faz todo sentido: temos Pix, smartphones e consumidores digitais.
O futuro dos pagamentos será sem dígitos — e, aos poucos, também sem cartão.

Matéria de Larissa Maia, publicada em 12/09.25, no Valor Invest, sob o título “Com cartões ‘black’, cooperativas acirram busca por clientes; Vale ter?”
No Brasil, o varejo já vive o futuro dos pagamentos — e ele se chama Pix.
Com liquidação instantânea, custo baixíssimo, ampla aceitação e integração nativa ao sistema bancário, o Pix oferece uma experiência tão eficiente que deixa pouco espaço para stablecoins competirem no cotidiano de quem compra ou vende localmente.
Mas o cenário muda quando olhamos para pagamentos transfronteiriços. É nesse nicho que as stablecoins começam a se destacar: são rápidas, acessíveis, funcionam 24/7 e eliminam boa parte da fricção e dos custos típicos das transferências internacionais. Freelancers, pequenos importadores e criadores de conteúdo que operam em dólar já perceberam isso.
No Brasil, stablecoins não substituem o Pix — mas podem complementar. Especialmente quando o assunto é liquidação global, programabilidade e inclusão digital além das fronteiras.
Lei meu artigo publicado no NeoFeed, em julho/25



