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O Futuro dos Pagamentos com a Colink Business Consulting

Os pagamentos no Brasil estão passando por uma transformação sem precedentes. A indústria de cartões, que por décadas impulsionou a digitalização dos meios de pagamento, enfrenta agora um novo cenário. O crescimento de dois dígitos que marcou a história do setor está se esgotando, enquanto o mercado se aproxima de uma saturação.

O Pix, em sua jornada disruptiva, está liderando esta transformação. Nos próximos anos, o Pix substituirá as transações com cartões de débito e pré-pagos e ganhar relevância em áreas como pagamentos recorrentes e crédito. Regulamentações do setor, antes impulsionadoras de inovação, agora mais rígidas impõem desafios significativos, aumentando custos e acelerando a consolidação do mercado.

Essas mudanças trazem implicações profundas para empresas e investidores, e a Colink Business Consulting está à frente dessa discussão. Liderado por Edson Santos, autor e especialista em meios de pagamento, nosso estudo minucioso revela os elementos que moldam o futuro do setor e fornece insights estratégicos para enfrentar essas mudanças.

Estamos oferecendo workshops exclusivos para ajudar empresas a compreender esse cenário em transformação. Esses encontros provocam reflexões, trazem insights relevantes e apresentam uma visão prática para capturar oportunidades, navegar desafios e ajustar estratégias a este novo mercado.

Descubra por que o Pix, o Open Finance e as mudanças regulatórias estão reconfigurando o setor de pagamentos e como sua empresa pode se preparar para liderar nesse contexto.

Participe. Adapte-se. Lidere.

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Você sabe o que é o DORA?

Se você é uma instituição financeira e opera (ou planeja operar) na Europa ou é um prestador de serviço para uma instituição financeira na Europa, recomendo fortemente que você leia esse post.

DORA (Digital Operational Resilience Act) é uma nova legislação da União Europeia com objetivo de padronizar e estabelecer um alto nível de resiliência digital para o setor financeiro com entrada em vigor dia 17/jan/2025.

Empresas de pagamento, bancos, seguradoras, instituições de investimento, instituições de crédito: esses e muitos outros ramos de atuação estão obrigadas a cumprir o DORA. Raríssimas exceções escaparam.

O DORA possui cinco pilares, sempre com o objetivo de garantir resiliência a ataques cibernéticos e falhas operacionais: 

  1. Gestão do risco e governança de tecnologia, 
  2. Reporte de incidentes, 
  3. Teste de resiliência, 
  4. Gestão de fornecedores e 
  5. Troca de informação.

Sobre o pilar gestão de fornecedores, provocou muitas mudanças aqui na Europa pois o nível de controle exigido no DORA é em geral muito superior ao que as empresas têm atualmente. Contratos com fornecedores estão sendo aditivados com as novas exigências.

No Brasil, todas as empresas que prestam serviços críticos de tecnologia para instituições financeiras precisarão se adaptar ao DORA, pois não adianta, por exemplo, um banco europeu seguir firmemente a legislação, mas seu provedor de core bancário fora da Europa não. O DORA tem um capítulo específico sobre fornecedores fora da EU.

Portanto, a entrada do DORA está exigindo a preparação e adaptação tanto das instituições financeiras Europeias quanto fornecedores ao redor do mundo. Empresas que não se prepararem perderão negócios, licenças, e estarão sujeitas a pesadas multas.

 

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Varejo Financeiro reune líderes de grandes varejistas em Curitiba

 

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Bancos Centrais ponderam os riscos da tokenização

 

Me chamou a atenção a matéria publicada no site Finestra, sob o título “Central banks ponder the risks of tokenisation“.

A tokenização do dinheiro traz muitos benefícios, mas também apresenta desafios econômicos, jurídicos e técnicos que precisam ser abordados para que seu potencial seja totalmente realizado, afirma o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês).

O BIS define a tokenização como a geração e o registro de representações digitais de ativos tradicionais em uma plataforma programável.

Em um relatório preparado para o G20, o BIS afirma que essa tendência em desenvolvimento pode ter implicações para o papel dos bancos centrais em pagamentos, política monetária e estabilidade financeira.

Nessa matéria, Agustín Carstens, gerente-geral do BIS, diz: “A tokenização tem um potencial significativo para melhorar a segurança e a eficiência do sistema financeiro. Os bancos centrais, juntamente com o setor privado, devem continuar a explorar novas tecnologias e desenvolver soluções adequadas para o sistema financeiro do futuro. No entanto, a tokenização também apresenta desafios econômicos, legais e técnicos que devem ser enfrentados para que seu potencial seja realizado. O BIS está comprometido em explorar esses desafios por meio de sua análise e projetos no Hub de Inovação nos próximos anos.”

No início deste ano, o BIS, junto com sete bancos centrais, embarcou em um grande projeto para explorar a tokenização de pagamentos transfronteiriços. O Project Agorá baseia-se no conceito de livro-razão unificado, proposto pelo BIS, e investigará como depósitos tokenizados de bancos comerciais podem ser integrados com dinheiro tokenizado de bancos centrais em uma plataforma financeira programável público-privada.

Atualmente, o Banco Central do Brasil não está listado entre os sete bancos centrais principais participantes do Project Agorá, que é uma iniciativa liderada pelo Bank for International Settlements (BIS).

O projeto inclui bancos centrais da França, Japão, Coreia do Sul, México, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos, além de 41 instituições financeiras privadas de diferentes países, incluindo grandes nomes como Visa, Mastercard, Swift, Banco Santander e BBVA.

A meta do Project Agorá é explorar a tokenização de ativos e pagamentos transfronteiriços, utilizando depósitos tokenizados e dinheiro digital de bancos centrais para melhorar a eficiência e reduzir os custos em transações internacionais. A expectativa é que o Project Agorá esteja em andamento até o final de 2025, quando um relatório final será publicado, discutindo os aprendizados e as possíveis bases para uma futura infraestrutura de mercado financeiro

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O tal do Core Banking

Com a modernização sempre em mente para os profissionais financeiros, o termo “core banking” é uma expressão que simplesmente não desaparece. Mas o que exatamente queremos dizer com core banking? E por que ele precisa ser atualizado?

Traduzimos o artigo do jornalista , publicado  pela revista Finestra em 24/09/24, sob o título “What is Core Banking?

Uma breve história do core banking

Na década de 1970, os Caixas Eletrônicos (ATMs) começaram a ser instalados em todo o Reino Unido. Com esses e os serviços bancários nas agências, surgiu a necessidade de criar um sistema de back-end que pudesse gerenciar as informações financeiras dos clientes em um só lugar e em tempo real. Uma vez criado, esse sistema passou a ser conhecido como “CORE banking” (que significa Ambiente Centralizado Online em Tempo Real), permitindo que os clientes acessassem todos os seus serviços financeiros de varejo não apenas na sua agência local, mas em qualquer outra agência ou ATM – além de via internet, que surgiu nos anos 90.

Em termos clássicos de negócios, a expressão “core banking” refere-se ao software que uma instituição financeira utiliza para sustentar todos os seus processos principais. Pode ser considerado o sistema nervoso central do banco – entregando, de forma integrada, desde o back-end até a linha de frente, serviços vitais aos clientes, como transações, depósitos, gerenciamento de contas, onboarding de contas, concessão de crédito, gerenciamento de relacionamento com clientes (CRM), entre outros. É responsabilidade do sistema de TI fornecer cada uma dessas funcionalidades e cálculos, bem como integrar-se com outros domínios, como a função de razão geral – um sistema de registro para todos os dados financeiros utilizados em relatórios regulatórios, etc.

Nas décadas de 70, 80 e 90, os cartões de crédito e pagamentos com débito começaram a emergir e se desenvolver. Esses sistemas eram baseados em mainframes ou servidores IBM, muitas vezes escritos em COBOL (Common Business-Oriented Language), que logo se tornaram menos ideais para lidar com o tráfego e os dados crescentes da modernidade. Inicialmente, porém, os bancos relutavam em substituir totalmente seus sistemas e, em vez disso, optavam por adicionar novos canais, à medida que os pagamentos online e móveis surgiam, no início dos anos 2000. Embora esses novos canais fossem construídos em estruturas mais modernas e pudessem armazenar em cache dados de clientes do domínio core banking, em 1999 – com a invenção do smartphone e a adoção sem precedentes de pagamentos móveis – as arquiteturas bancárias começaram a se sobrecarregar.

Entrando na segunda década do século 21, o core banking tinha de suportar dados de inúmeros canais monolíticos, além de opções legadas, como call centers e agências físicas. Isso sem mencionar outras linhas de negócios dos bancos, voltadas para operações comerciais ou de investimento. Tal configuração complexa é uma receita para o aumento do risco sistêmico.

Transformação do core banking

Hoje, muitos bancos ao redor do mundo ainda operam com essas arquiteturas datadas e fragmentadas. Agravando o problema está o fato de que os programadores das décadas de 70, 80 e 90 estão se aposentando e deixando o mercado de trabalho – e com eles, o conhecimento de como manter esses sistemas.

Para que os bancos se adaptem às mudanças tecnológicas e possibilitem o crescimento, precisam revolucionar sua abordagem ao core banking. Uma das opções é uma configuração baseada em nuvem, em que um provedor terceirizado hospeda os serviços. Isso oferece tecnologia de ponta, flexibilidade de escolha e evita a necessidade de a instituição manter seus próprios servidores e sistemas localmente.

Os desafios da implementação

Existem três fatores principais que impedem os bancos de atualizar sua arquitetura de core banking dessa maneira:

  • Complexidade – Os sistemas de core banking são multifacetados, isolados, espalhados e intrincados. Os bancos podem até estar operando sistemas separados para cada uma de suas funções de negócios. O processo de migração ou substituição de elementos é complicado, demorado e requer considerável expertise em TI.
  • Integração – Simplesmente atualizar vários elementos do sistema de core banking não é suficiente. É necessário que haja comunicação entre CRM, gerenciamento de risco, Conheça Seu Cliente (KYC), Prevenção à Lavagem de Dinheiro (AML), compartimentos regulatórios, etc. Isso é um projeto difícil quando tratado de forma fragmentada.
  • Custo – Os dois fatores anteriores justificam a enorme quantidade de capital necessária para atualizar um sistema de core banking. Um projeto desse tipo exige recursos, tempo, habilidades e um conhecimento profundo das necessidades da instituição.

A perspectiva global para o core banking

No futuro próximo, as transformações do core banking serão cada vez mais caracterizadas pelo uso de IA generativa, que, segundo o relatório Global Outlook for Banking and Financial Markets de 2024, “redefinirá a vantagem competitiva de um banco nas relações com clientes, evoluirá e otimizará as operações e fortalecerá a cibersegurança.”

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Riscos e Desafios na Evolução da IA Generativa

Um grupo de matemáticos ingleses e canadenses (, , Nicolas Papernot, Ross AndersonYarin Gal ) publicou um artigo na prestigiosa revista Nature, no dia 24/07/24, sob o título “AI models collapse when trained on recursively generated data”, que está chamando a atenção de investidores e pode ser parte da explicação da perda de valor das empresas envolvidas com AI nas bolsas de valores do mundo inteiro.

O Professor emérito Miguel Nicolelis, da Duke University, publicou na revista Forbes do dia 19/08/24, o artigo intitulado     “O estouro da bolha da IA e a falácia de um futuro sem futuro”

Aqui está um resumo do que dizem os dois artigos:

A inteligência artificial (IA) generativa está revolucionando o mundo, com modelos como GPT-2, GPT-3 e GPT-4 à frente dessa transformação. No entanto, enquanto esses modelos avançam, um risco crescente está ganhando atenção: o colapso de modelo.

O colapso de modelo é um processo degenerativo que ocorre quando futuros modelos de IA são treinados com dados gerados por seus predecessores, em vez de dados reais produzidos por humanos. Isso resulta em uma perda significativa da capacidade de capturar a verdadeira distribuição dos dados, o que pode levar a respostas repetitivas, enviesadas e com baixa capacidade de generalização.

 Principais desafios:

  • Perda de eventos raros: Modelos deixam de capturar dados de baixa probabilidade, cruciais para entender sistemas complexos e fornecer previsões justas.
  • Dados poluídos: O uso de dados gerados por IA em vez de dados reais pode comprometer o treinamento de futuras gerações de IA.
  • Erro acumulativo: Com o tempo, os erros se acumulam, resultando em modelos que interpretam a realidade de forma distorcida.

Mas esse fenômeno de colapso é apenas parte da equação.  Como diz o Prof Nicolelis em seu artigo, alertando para o possível “estouro da bolha da IA”. Com o crescente investimento massivo em IA generativa e promessas de retornos incertos, há uma preocupação de que o mercado possa estar caminhando para um colapso financeiro, semelhante a outras bolhas tecnológicas do passado. Caso essa bolha estoure, poderemos ver uma desaceleração ainda maior no setor, com empresas de tecnologia e investidores enfrentando grandes perdas.

A solução? Preservar o acesso a dados humanos reais será essencial para garantir que a IA continue evoluindo de maneira saudável. Além disso, é fundamental distinguir entre dados gerados por IA e dados genuínos para evitar o colapso de modelo e, ao mesmo tempo, lidar com os impactos econômicos de uma possível bolha no setor.

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