Um bate-papo da Ultratalks


O texto abaixo é uma tradução livre de um post publicado por Panagiotis Kriaris.
Uma combinação de inovação e ruptura nos serviços financeiros nos últimos anos podem marcar o ponto de partida para trazer de volta ao epicentro dos pagamentos e da evolução das fintechs um bloco de construção antigo e familiar: a conta bancária, embora sob uma nova máscara. Vamos dar uma olhada.
A inovação FinTech da última década, especialmente a focada em pagamentos, mudou o jogo ao dissociar parcialmente suas ofertas de produtos e serviços de trilhos de contas desatualizados e infraestrutura bancária e assumir o controle da interface do usuário criando uma camada adicional. Liberando, com efeito, uma onda de novos aplicativos que não estavam vinculados ou restringidos por sistemas legados antigos.
Uma ampla gama de players de FinTech conseguiu tirar proveito da necessidade de funcionalidades de conta e pagamento rápidas, flexíveis e fáceis de usar que não eram oferecidas pelas contas bancárias tradicionais e criaram produtos e serviços com apelo global. De carteiras digitais e contas virtuais a pagamentos P2P e ofertas BNPL, FinTechs como Venmo, PayPal ou Klarna redefiniram o nome do jogo e criaram novos modelos de negócios.
No entanto, apesar da dissociação parcial, das novas camadas e do sucesso de toda a abordagem, não pode passar despercebido que a conta bancária continua a ser uma referência central de toda esta inovação no sentido de que continua a ser a fonte de fundos mesmo depois de várias camadas serem adicionadas.
Ao mesmo tempo, novos produtos e inovações tecnológicas, como pagamentos instantâneos, combinados com a crescente onipresença do openbanking e a APIização dos serviços financeiros e da economia em geral, podem estar mudando, novamente, o curso das coisas de maneira inesperada, trazendo as contas de volta à tona por meio de ofertas A2A.
Os pagamentos Account-to-Account não são novos e até encontraram um sucesso considerável em países individuais, como por exemplo na Holanda com iDEAL ou na Alemanha com Giropay. No entanto, eles nunca decolaram em uma base europeia ou mais ampla devido à fragmentação e à falta de uma abordagem unificada de compensação.
A situação hoje é muito diferente:
— APIs onipresentes podem potencialmente permitir a unificação de diferentes sistemas de compensação
— O Open Banking possibilita que terceiros iniciem pagamentos diretamente das contas dos clientes e em seu nome
— Devido à maior concorrência e margens decrescentes, os comerciantes têm um incentivo mais forte do que nunca para formas mais baratas de aceitar pagamentos e transferir fundos
No futuro, os pagamentos A2A não apenas têm uma boa chance de trazer a conta bancária de volta a uma posição dominante, mas também um caso de negócios atraente que combina custos mais baixos e altos padrões de segurança com uma experiência perfeita para o cliente.


Esta é uma conversa da série “Fintechs e Inovação”, produzida pelo Professor Eric Barreto para atender aos seus alunos e também a clientes e demais interessados no assunto. Assista ao vídeo em “Meios de pagamento com Edson Santos – Fintechs e Inovação”
Neste episódio, Prof Eric conversa com Edson Luiz dos Santos, co-autor do livro Payments 4.0 e sócio da Colink Business Consulting.
Linkedln Edson Santos: https://www.linkedin.com/in/edson-santos/
LinkedIn Colink Business Consulting: https://www.linkedin.com/company/829272/admin/
Livro “Payments 4.0”: https://amzn.to/3GYAJPR
Eric Barreto é professor do Insper https://www.insper.edu.br/, onde ministra disciplinas relacionadas a contabilidade de instrumentos financeiros, estruturação financeira, fintechs e inovação em serviços financeiros, e também é sócio da M2M SABER, startup de regtech, que utiliza bots, IA e inteligência de negócios para manter fintechs, IFs, contadores e demais empresas atualizados em relação à normatização contábil, tributária, de riscos e compliance.
LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/ericbarreto/
Instagram: https://www.instagram.com/_ericbarreto_/
Plataforma: https://m2msaber.com.br/

Excelente artigo do Alexandre Pinto , publicado na Prensa, em 31/01/22, sob o título: Pix: a pílula vermelha que vai transformar a indústria de cartões de crédito?

Apple está trabalhando em uma atualização de seu sistema operacional que transformará seu iPhone em um terminal de pagamento, permitindo que os usuários aceitem pagamentos com o toque de um cartão.
Isso permitirá que lojistas aceitem pagamentos diretamente em um iPhone sem nenhum hardware adicional, de acordo com um relatório da Bloomberg publicado hoje.
Como aponta o relatório da Bloomberg, os esforços internos da Apple para lançar esse recurso vêm depois que ela adquiriu a Mobeewave em 2020 por cerca de US$ 100 milhões. Antes de ser adquirida pela Apple, a Mobeewave se autodenominava como uma forma de aceitar pagamentos com cartão de crédito “com um toque no telefone”.
Um serviço como esse significaria que os comerciantes não precisariam mais de hardware adicional, capaz de ler o chip do cartão, e supostamente integrariam a tecnologia tap-to-pay em iPhones. Os clientes poderiam fazer pagamentos tocando na parte de trás do iPhone do comerciante com um cartão de pagamento ou outro iPhone, diz o relatório. Os iPhones provavelmente contariam com o chip NFC para este próximo serviço.
A Apple pode começar a lançar o recurso por meio de uma atualização de software nos próximos meses, dizem fontes da Bloomberg. Espera-se que a empresa lance a primeira versão beta do iOS 15.4 em breve, que provavelmente verá uma versão final para os consumidores nos próximos meses

O Banco Itaucard S/A (ITAUCARD) pode ser a primeira grande instituição a explorar os “trilhos” do Pix de forma inovadora. O projeto envolve transações de pagamento com concessão de crédito, rotativo ou parcelado, nos estabelecimentos comerciais, através das funcionalidades do Pix.
O projeto do ITAUCARD, assim como outros seis projetos, foi escolhido para participar do primeiro ciclo do Sandbox Regulatório, lançado pelo Banco Central do Brasil.
O Sandbox Regulatório é um ambiente em que entidades são autorizadas pelo Banco Central do Brasil para testar, por período determinado, projeto inovador na área financeira ou de pagamento, observando um conjunto específico de disposições regulamentares que amparam a realização controlada e delimitada de suas atividades.
Os objetivos são: estimular a inovação e a diversidade de modelos de negócio, estimular a concorrência entre os fornecedores de produtos e serviços financeiros e atender às diversas necessidades dos usuários, no âmbito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), assegurando a higidez desses sistemas.
A seleção e classificação dos projetos submetidos ao Sandbox do BC é feita pelo Comitê Estratégico de Gestão (CESB).
O Sandbox Regulatório será operacionalizado por meio de ciclos. Esse primeiro terá duração de um ano, podendo ser prorrogado por igual período.
Note que o Sandbox é um período de testes, com prazo para ser encerrado. Não é uma autorização definitiva. Por isso, ao final do ciclo, ou o projeto é autorizado de forma definitiva pelo Banco Central ou será encerrado.
Veja aqui a lista de projetos selecionados para o Ciclo 1
Os projetos aprovados receberão autorização específica do Banco Central do Brasil e terão o seu desenvolvimento acompanhado pelo Comitê Estratégico de Gestão do Sandbox BC (Cesb).
O Ciclo 1 terá duração de um ano, podendo ser prorrogado por mais um.
A intenção é que, após esse período e, com as orientações do BC, os projetos selecionados que se mostrarem efetivos possam ser implementados de forma permanente por participantes do mercado, contribuindo para a oferta de novos e melhores serviços aos usuários dos Sistemas Financeiro Nacional (SFN) e de Pagamentos Brasileiro (SPB).
Como funciona
Durante o período de testes, as empresas ficam sujeitas a requisitos regulatórios diferenciados e podem receber dos agentes reguladores orientações personalizadas sobre como interpretar e aplicar a regulamentação cabível.
Ao mesmo tempo, os órgãos reguladores irão monitorar a implementação e os resultados dos projetos, sendo capazes de avaliar os riscos associados aos novos produtos e serviços. Caso o BC identifique inadequação no gerenciamento dos riscos associados à execução do projeto pelo participante, o regulador poderá determinar o aperfeiçoamento do projeto e, se o BC detectar que a atividade do participante expõe o SFN ou o SPB a riscos excessivos, a autarquia poderá estabelecer limites para a execução do projeto.