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Governo defende alteração no Marco Civil para Plano de Internet das Coisas

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Representante do Ministério da Tecnologia Max Martinhão considera que o consentimento contínuo sobre o uso de dados pessoais pode travar a inovação

Matéria de PAULA SOPRANA, publicada na revista Época no dia 03/10/2017.
Governo pretende capturar um investimento de US$ 200 bilhões em IoT até 2025.

A tão aguardada Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, debatida desde 2011 por governo, empresariado e sociedade civil, é uma prioridade do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) diante do Plano de Internet das Coisas (IoT), a ser anunciado até o fim do ano. “Ela é a fundação. Sem isso não conseguimos levantar a casa”, disse Maximiliano Martinhão, o secretário de Política de Informática (Sepin) do MCTIC e recém-nomeado presidente da Telebras. Ele ressalta que a questão relativa ao consentimento dos cidadãos sobre a coleta e o tratamento de dados pessoais ainda “precisa ser ajustada” e, nesse quesito, também volta a defender uma alteração no Marco Civil da Internet. “Se você tiver de consentir [o uso de dados] a cada inovação de Internet das Coisas, pode paralisar o segmento”, disse a ÉPOCA durante o FutureCom, evento de telecomunicações e internet que acontece nesta semana em São Paulo.

A segurança negligenciada da Internet das Coisas

O Marco Civil determina que o fornecimento de dados pessoais a terceiros só ocorra mediante consentimento livre, expresso e informado do usuário. Isso significa que o cidadão, além de permitir o uso de seus dados em uma cláusula separada de um termo de uso, deve ter total ciência sobre o tratamento e o processamento desses dados pelo operador que os coletou. O receio empresarial – que reverbera no governo, pois depende desse investimento na economia – é que cada consentimento diante de uma atualização de software, por exemplo, interrompa o fluxo de informações entre objetos conectados à internet. A depender dos termos usados em ambas as leis, cada atualização tecnológica demandará (ou não) uma nova autorização dos usuários em diferentes aparelhos, seja uma geladeira, um fogão ou uma câmera. No ambiente de IoT, os dispositivos já vêm de fábrica com chips e sensores a ser conectados à internet e a dispositivos de outras marcas, o que demanda um fluxo ininterrupto de dados.

O plano

O governo pretende capturar um investimento de US$ 200 bilhões em IoT até 2025. Um documento que subsidiará a elaboração do Plano Nacional de IoT foi lançado nesta terça-feira (3) pelo MCTIC e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O estudo reúne mais de 70 proposições para guiar as políticas públicas no setor entre 2018 e 2022 e foi conduzido pelo consórcio McKinsey/Fundação CPqD/Pereira Neto Macedo.

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Seu carro terá uma carteira eletrônica

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UBS, IBM e a fabricante de peças de automóveis ZF estão trabalhando juntas para construir um sistema de pagamentos baseado em blockchain que cobra taxas automaticamente por produtos e serviços, como por exemplo, estacionamento e abastecimento.
Os parceiros dizem que seu “Car eWallet” atuará como um assistente digital, permitindo pagamentos seguros e convenientes em qualquer lugar. O sistema provavelmente se tornará cada vez mais útil à medida que os carros autônomos se tornem uma realidade, proporcionando uma maneira de autorizar de forma independente os pagamentos sem que o proprietário ou o usuário tenham que participar de forma ativa.

Veronica Lange, chefe de inovação da UBS, diz: “No mundo digitalmente conectado, nenhuma instituição funciona isoladamente. Como uma das principais instituições de serviços financeiros, buscamos o desenvolvimento de uma nova plataforma que transformará a forma como as transações e os pagamentos entre veículos e outras máquinas podem ser feitos de forma eficiente e segura “.

No futuro, a plataforma, fornecida através do IBM Cloud e conduzida pelo Hyperledger Fabric 1.0, não só será usada para estacionamento e pedágio, como também para compartilhamento de carro, serviços recarga elétricos e serviços de entrega.

 

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PagueVeloz – transferência via Siri

PagueVeloz

No último post mostramos que o Royal Bank of Canada (RBC) lançou “Siri Bill Payments”, ou seja, pagamento de contas utilizando o assistente Siri da Apple.

Pra nossa surpresa, temos uma FinTech brasileira que já utiliza o dispositivo de voz nas transferências entre contas de pagamento, desde 2016. Assista o video demonstrando essa funcionalidade.

Visitei a PagueVeloz, em sua sede em Blumenau-SC, e divido contigo o que aprendi:

O que é a PagueVeloz?

Somos uma fintech que desenvolveu uma plataforma online que facilita o recebimento via cartão de crédito, o gerenciamento e a emissão de boletos bancários, a formulação do preço de vendas parceladas, transferência de recursos, pagamento de contas, carregar o cartão pré-pago PagueVelz, tudo com o saldo da própria conta virtual.

Do ponto de vista regulatório, a PagueVeloz se enquadra como uma instituição de pagamento emissora de moeda eletrônica realizando também o pagamento de subcredenciadora de estabelecimentos a aceitarem instrumento de pagamento – cartão de crédito.

Como surgiu a ideia do negócio?

Em 2013, quando um dos sócios atuava em uma empresa que desenvolvia sistemas para despachantes e autoescolas, ele percebeu que essas empresas tinham dificuldade em emitir boletos e realizar vendas parceladas e careciam de um meio de pagamento que entendesse a dinâmica de seu negócio. O sistema PagueVeloz começou a ser utilizado nestes segmentos e foi aprimorado, ganhando mais funcionalidades. Uma delas é a descrição das taxas de serviços de forma bem simples e com valores abaixo das praticadas por instituições tradicionais. Hoje a PagueVeloz está em variados segmentos, além de ser uma solução também para pessoa física. Já são mais de 4 mil usuários em todo o país.

Quais as novidades tecnológicas que a solução implementou?

Além das já citadas, umas das novidades é a opção de realizar transferências via dispositivo de voz. A PagueVeloz se orgulha por ter sido a primeira fintech brasileira a lançar essa opção. Basta, no seu smartphone, abrir a aplicação e informar valor e destinatário para fazer a operação entre contas PagueVeloz.

Neste ano a novidade implementada pela PagueVeloz é o lançamento de um cartão de débito pré-pago próprio, na modalidade internacional.

Como o cartão de débito vai funcionar?

É bem simples: ele terá bandeira Visa e será, inclusive, internacional. Poderá ser utilizado em qualquer local que seja credenciado pela VISA. Basta o usuário PagueVeloz transferir o valor que tem em sua conta digital para o cartão e assim utilizá-lo. A ideia é facilitar o uso desses valores sem que o cliente tenha que transferir para uma conta tradicional e sacar o dinheiro em espécie. Vai ser bem mais rápido e cômodo.

A partir de quando estará liberado? Como adquirir?

A partir de agosto alguns dos nossos usuários já receberão o cartão para testes. Em setembro, qualquer usuário PagueVeloz poderá solicitar um ou mais cartões, que são entregues pelos Correios e ativados na plataforma.

Qual a perspectiva de crescimento da PagueVeloz para 2017?

Até o fim do ano pretende aumentar em 500% o número de clientes e em 700% o volume de transações. Em 2016, movimentamos mais de R$ 60 milhões em transações no cartão de crédito e R$ 200 milhões no boleto e a expectativa para 2017 é que a plataforma movimente 1Bilhão de reais.

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Siri da Apple paga suas contas

Royal Bank of Canada (RBC) lança “Siri Bill Payments” (pagamento de contas utilizando o assistente Siri da Apple) e o “iMessage Money Transfers” (transferencia de dinheiro P2P). Confira o release do RBC.

O RBC inovou seu aplicativo, permitindo que os clientes utilize o assistente Siri da Apple para pagar suas contas no iPhone e no iPad. Uma vez que um usuário dá o comando de voz, Siri confirma o nome da sua lista de beneficiários e o aplicativo RBC debita automaticamente a conta e envia o pagamento, que está protegido por TouchID (sensor de impressão digital). Assista o vídeo demonstrativo.

Outro novo recurso permite aos clientes enviar pagamentos para outras pessoas através do iMessage da Apple. Os usuários digitam a quantidade de dinheiro que querem enviar para o contato na janela iMessage e autenticam a transferência usando o TouchID.

“Somos uma das principais vozes sobre inteligência artificial no Canadá, e a integração da Siri em pagamentos de contas e transferências de P2P são exemplos de como nossos clientes já estão se beneficiando desses avanços em Inteligência Artificial”, diz Sean Amato-Gauci, vice-residente executivo de Cartões, pagamentos e bancos, RBC.

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Microchip Party

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Ainda me lembro que em 2014 um reporter me pediu para reportar algo inovador que havia revelado no meu livro, para que ele pudesse fazer uma matéria. Quando lhe falei sobre a implantação de microchips debaixo da pele, para auxiliar nas tarefas do dia a dia, ele acho muito bizarro e não quis publicar :).

No próximo dia 1/08/2017, uma empresa de Wisconsin – USA, realizará a “Microchip Party”, onde 50 funcionários voluntários irão implantar um microchip RFID, debaixo da pela das mãos. A Three Square Market produz e comercializa micro mercados, self-service, para salas de escritórios.

Todd Westby, CEO da Three Square Market, diz: “Prevemos o uso da tecnologia RFID para ser utilizado em quase tudo, desde fazer compras em nossa cantina, abertura de portas, uso de copiadoras, acesso aos nossos computadores e sistemas, desbloqueio de telefones, compartilhamento Cartões de visita, armazenamento de informações médicas / de saúde e usado como pagamento em outros terminais RFID.”

“Eventualmente, esta tecnologia se tornará padronizada, permitindo que você a use como seu passaporte, transporte público, todas as oportunidades de compra, etc.”, o diretor executivo Todd Westby escreveu em um blog, anunciando o programa.

O programa também é uma oportunidade real para a empresa de Westby testar e expandir a tecnologia para seus próprios produtos. “Nós vemos isso como outra opção de pagamento e identificação que não só pode ser usada em nossos mercados, mas também em nossas outras aplicações de auto-atendimento que estamos implantando, que incluem lojas de conveniência e centros de fitness”, disse outro executivo da empresa.

O Three Square Market afirma que será a primeira empresa nos Estados Unidos a implantar chips em seus funcionários. assista a entrevista do Todd Westby na CNBC.

Em Janeiro de 2017, publicamos neste blog uma matéria mostrando como a tecnologia funciona, veja em  “I’ve got you under my skin”

 

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A morte do Cartão de Plástico

Fim do Plastico

Excelente artigo publicado por Steven Q. Riddick, Director of Global Product Delivery da Global Payments. Vale a pena ler:

The Death of Plastic Payment Cards: Money’s Next Evolution