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A morte dos programas de fidelidade?

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Confira a matéria de Adriano Araújo, reproduzido abaixo, sobre o resultado de um estudo realizado pelo Collinson Group.

Programas de fidelidade genéricos, baseados em pontos, perderam o encanto para consumidores da classe média alta. Esses consumidores agora buscam experiências personalizadas que vão muito além da troca de pontos como recompensa. Essa é a principal conclusão de um estudo realizado pelo Collinson Group com 6.125 consumidores afluentes em dez países, incluindo o Brasil.

O cenário é realmente preocupante para a indústria de programas de fidelidade. Segundo a pesquisa, 35% dos consumidores disseram literalmente que “não estão nem aí” para programas tradicionais de pontos. A participação em programas de fidelidade caiu globalmente em vários setores que são tradicionalmente vistos como sinônimos desse tipo de ação. Programas de supermercados apresentaram uma queda de 6% de participação; já os de companhias aéreas e de cartões de crédito apresentaram quedas ainda maiores — de 10% e 15%, respectivamente.

Não vejo, porém, esses resultados como o fim dos programas de fidelidade e sim o início do fim daqueles genéricos, baseados em pontos. Ainda há muito espaço para abordagens diferentes.

Consumidores agora esperam muito mais. Querem interagir com as suas marcas de forma personalizada nas plataformas de sua preferência. Há uma tendência clara de empresas fugirem de programas de pontos e está cada vez mais difícil convencer os CEOs a aceitarem o passivo gerado em seus balanços pelo estoque de pontos do programa de fidelidade. Perde força a mecânica tradicional e ganham as mecânicas alternativas, como promoções e experiências exclusivas e personalizadas.

Personalização é a palavra-chave. Plataformas de big data hoje já tornam acessíveis a personalização em massa e o marketing um a um, que antes só eram acessíveis a gigantes corporativos

O programa de fidelidade da RiteAid, por exemplo, entrega ofertas personalizadas para 13 milhões de clientes todos os meses. Imagine receber em casa 20% a 30% de desconto nos produtos de que você mais gosta. Os clientes são abordados em diferentes canais, como mala direta, e-mail, aplicativo e cupom no caixa.

O mais bacana é que o programa usa inteligência artificial para aprender as preferências dos clientes. Se você não responde a campanhas de e-mail, por exemplo, o motor de big data aprende e passa a usar outros canais para se comunicar contigo.

O segredo aqui é relevância — usar o entendimento profundo dos hábitos de compra e consumo dos clientes para ser o mais relevante possível na comunicação. Quando clientes entram em um programa de fidelidade eles assinam um contrato implícito com a empresa: eu, cliente, dou acesso aos meus dados e, em troca, recebo uma melhor experiência, comunicações e ofertas muito mais relevantes. Todas as vezes que as empresas bombardeiam os clientes com mensagens e ofertas irrelevantes, elas rompem com esse importante contrato.

Dessa forma, a maior parte do valor de um programa de fidelidade não está na troca de pontos. O valor está em ganhar a permissão dos clientes para capturar seus dados de compra e engajar em um diálogo mais relevante por meio de comunicação personalizada.

Não estou dizendo aqui que a tradicional mecânica de troca de cada real gasto por pontos não gera nenhum valor, mas sim que essa não deve ser sua principal razão para aderir ou criar um programa de fidelidade. Várias análises que fiz ao longo de minha carreira comprovaram que, de longe, o grande valor não está no programa em si, mas em como utilizamos os dados de cliente para entregar uma melhor experiência de compra e consumo. As pessoas então retribuem essa melhor experiência com mais fidelidade à sua marca. O grande ganho vem daí: da melhor experiência de compra que gera maior fidelidade e não da troca transacional pontos por real gasto.

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Juíza da Florida diz que Bitcoin não é moeda

Pooler

Pois é! Acredita-se que seja o primeiro processo por lavagem de dinheiro contra um cidadão que utilizou Bitcoin como moeda.

O website designer Michell Abner Espinoza, em uma reunião em um quarto de hotel, concordou em vender Bitcoins no valor de US$ 30.000, para um policial disfarçado, que dizia precisar dos Bitcoins para comprar números de cartões de créditos Russos roubados. Michell foi indiciado em 2013, acusado dos crimes de transmissão ilegal e lavagem de dinheiro.

Entretanto, nesta segunda-feira, a Juíza Teresa Mary Pooler,  de Miami – FL, rejeitou as duas acusações, essencialmente porque, como na sua opinião Bitcoin não é dinheiro, o réu não pode ser cobrado por transmissão ilegal ou lavagem de dinheiro.

Bitcoin sempre viveu uma certa “crise de identidade”. Principalmente porque ninguém está realmente certo se ele deve ser considerado dinheiro ou bens. Nos Estados Unidos, a Receita Federal (IRS) diz que é propriedade para fins fiscais, a Commodity Futures Trading Commission diz que é uma mercadoria. No Brasil, o Banco Central emitiu um comunicado em 19/02/2014 em que se limita a explicar os risco da utilização de moedas virtuais. Entretanto, a maioria dos defensores Bitcoin (como eu) prefere de dizer que é a moeda mais avançado do mundo.

O relatório de oito páginas da Juíza Teresa Pooler contém frases e definições interessantes, como por exemplo:

“Há inquestionável falta de evidência de que o acusado fez algo de errado, que não seja vender sua Bitcoin para um investigador que queria construir um caso”.

“A tentativa de encaixar a venda de Bitcoin em um regime legal sobre empresas de serviços de remessa é como encaixar um pino quadrado em um buraco redondo”.

“Não há nada em nosso quadro de referências que nos permite definir ou descrever com precisão o que é Bitcoin”

A decisão final sobre como classificar Bitcoin vai acabar nas mãos dos legisladores e reguladores, não só nos Estados Unidos, mas em todos outros países, os legisladores terão ter que estudar e escrever uma definição mais rigorosa de Bitcoin que irá remover qualquer ambiguidade sobre se ela deve ou não ser classificado como moeda ou propriedade.

Eu condenaria Michell Espinoza por ato ilegal! E você?

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10 fatos intrigantes sobre Bitcoin

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O site HypeScience publicou uma matéria sob o título: Bitcoin: 10 fatos intrigantes sobre a “moeda do futuro”, na qual nos conta fatos históricos interessantes, como também, fatos que em sua análise, faz parecer que Bitcoin está diretamente relacionada a atos criminosos, como venda de drogas, fraude, roubo, chantagem ou mesmo terrorismo.

Não vou comentar ou criticar cada um deles, mas não posso concordar com a imagem negativa que a matéria induz.

Tire suas próprias conclusões. Apenas lembre-se que toda e qualquer moeda (fiduciária, digital, etc.) será sempre objeto de fraude (com maior ou menor grau de sucesso) e utilizada em qualquer outro crime, apesar de ter sido criada para fins de comércio pacífico.

 

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O fim do dinheiro

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Belo texto de  Gustavo H. B. Franco, publicado no Estado de São Paulo no dia 26/06/2016, sob o titulo “O fim do dinheiro“. vale a pena ler.

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Tecnologia e comportamento

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Nosso comportamento é influenciado pela tecnologia? ou somos nós quem dita a evolução tecnológica? Na verdade, isso não me parece importante, mas pode ser divertido observar certos comportamentos e seus contrastes entre gerações.

Vejamos alguns exemplos de como podemos pagar por produtos e serviços utilizando um smartphone. As peças a seguir fazem parte de uma campanha publicitária de um banco Australiano sobre o uso de NFC (Near Field Communication).

O primeiro video mostra um executivo falando ao celular ao mesmo tempo em que paga a conta em uma grocery store.

O segundo video é ainda mais engraçado e poderia se chamar bumbum-pay.

Já o terceiro….bem , veja  o que pode acontecer com um casal de Millennials.

Se você acha que está demorando pra a tecnologia chegar por aqui, deixe o seu comentário.

 

 

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A desmaterialização segue seu curso

 

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Um dos meus assuntos preferidos é a desmaterialização de produtos e serviços, como evidência da nossa evolução. Estamos constantemente criando no mundo virtual (digital) tudo o que já conhecemos no mundo material.

Em economia, o termo desmaterialização refere-se a redução absoluta ou relativa na quantidade de materiais necessários para atender as funções econômicas na sociedade. Em termos comuns, desmaterialização significa “fazer mais com menos”.

Como exemplo, vale ressaltar que todas as tecnologias  de luxo dos anos 1980 já foram desmaterializados e agora vêm de fábrica com uma Smartphone.

Você tem o seu localizador GPS, a sua enciclopédia, o seu rádio, sua câmera, gravador de vídeo, gravador de voz, etc, etc. Trinta anos atrás, estes dispositivos provavelmente teria custar centenas de milhares de dólares; hoje eles vêm com seu smartphone ou em app gratuitos.

Em seu livro “Abundance”, Peter Diamandis e Steven Kotles avaliam que toda tecnologia que se pode carregar em um smartphone hoje, praticamente grátis, equivale a US$ 1 milhão em tecnologia da década de 1980.

Com uma conta no Instagram, você tem acesso livre a software de edição que há 10 anos era vendido como um pacote de US$ 2 milhões.

Que tal “desmaterializar” o App? Que lhe parece ter acesso ao que você busca no mundo digital/virtual sem a necessidade de “baixar” um aplicativo, reduzindo a dependência de memória de seu smartphone?

Instalar um app será coisa do passado. Google revelou os Android Instant Apps – aplicativos que rodam sem nem serem instalados – durante a sua conferência anual de desenvolvedores, nesta quarta-feira, 18/05, nos EUA. Veja a matéria em: Android Instant Apps lets you use apps without downloading them

Trata-se de um aplicativo nativo sem que o usuário precise baixar o app completo. Na prática, o que o Google conseguiu criar foi uma maneira de transformar qualquer aplicativo Android em uma página web, aberta pelo navegador do smartphone.

A novidade pode revolucionar a experiência de comércio móvel no futuro. Por exemplo: se o usuário clicar no anúncio de um tênis de corrida, em vez de ter que baixar o aplicativo do varejista, seria aberta uma tela igual à do app nativo, mas diretamente na página do check-out, já com o produto selecionado. Se o usuário já tiver cadastrado os dados do seu cartão no Android Pay, bastará mais um clique para comprar.

“Queremos facilitar a conexão entre usuários e desenvolvedores. Para os usuários acessarem uma variedade maior de apps, e para os desenvolvedores alcançarem mais pessoas. Com a web, você pode apenas clicar em um link e cair em uma página web. Isso é apenas um clique, e você chega lá em poucos segundos. E se você pudesse rodar qualquer app com um toque? É nisso que estamos trabalhando”, afirmou Ellie Powers, gerente de produtos da equipe Android, durante a conferência.

A novidade pode revolucionar a experiência de comércio móvel no futuro. Quando um cliente clicar no anúncio de um produto, em vez de ter que baixar o aplicativo do varejista, será aberta uma tela igual à do app nativo, mas diretamente na página do check-out, já com o produto selecionado. Se o cliente for também usuário do Android Pay, bastará mais um clique para comprar.

“Vai levar apenas dois toques, não dois minutos”, afirmou Powers.