Lei a matéria da Aline Bronzati: Itaú e MasterCard se unem para operar nova rede de pagamento
Autor: Edson Santos
“Campeões não fazem coisas extraordinárias, eles fazem coisas bem ordinárias. Mas o fazem sem pensar, de forma tão rapida, que os adversários não tem tempo de reagir. Eles seguem os hábitos que aprenderam nos treinos.”
Tony Dungy, head coach do Indianapolis Colts
Veja em:
O 9° PASSO – A ANATOMIA DE UM COMPORTAMENTO
No livro “Do Escambo à Inclusão Financeira – a evolução dos meios de pagamento” dedicamos um capítulo inteiro ao tema “Ambiente Regulatório” e mostramos como cada agente regulador pode chegar a diferentes conclusões e decisões.
Esta semana o Parlamento Europeu decidiu impor um teto à taxa de intercâmbio (Interchange Fee) nas transações de pagamento com cartões de crédito e débito. Veja a notícia em: EU Parliament approves interchange fee caps
Bem, para quem não esta familiarizado com o tema, uma parte da taxa de desconto que o lojista paga às Credenciadoras é repassado para a Instituição Financeira (normalmente Bancos) que emitiu o cartão de pagamento envolvido na transação. Essa tarifa tem o nome de Intercâmbio (Interchange Fee). Por sua vez, o Emissor do cartão repassa parte desses valores ao portador do cartão (o consumidor), como forma de incentivo ao seu uso. Por isso você recebe algumas isenções, milhagem e alguns serviços adicionais.
Desde a década de 60, quando MasterCard e Visa nasceram como associações entre bancos, estes passaram a exercer o papel de “Emissores” e “Credenciadoras” (Acquirers) de forma independentes. Surgiu então a necessidade de repassar parte das receitas obtidas pelas Credenciadoras (Taxa de desconto) para o Emissor do cartão de pagamento. A esta tarifa se deu o nome de Intercâmbio (Interchange Fee).
Há décadas se discute se o Intercâmbio é ou não anti-competitivo, afinal, de forma bem simplista, quanto mais se incentiva o consumidor a utilizar o cartão de pagamento, mais se pode cobrar do lojista pela prestação do serviço. Não dá pra discutir os detalhes neste post (sugiro a leitura do livro 🙂 ), mas há algo que chama a atenção:
Nos sistemas de pagamentos em que o Emissor e o Credenciador são a mesma Instituição Financeira, como por exemplo, American Express e Dinners (exceto Brasil), não existe a figura do Intercâmbio, entretanto, o princípio econômico é o mesmo: Um lado do mercado paga a conta (o Lojista) enquanto o outro lado é incentivado (o portador do cartão).
A decisão da União Européia, em reduzir e limitar a taxa de Intercâmbio, não se aplica às Bandeiras como American Express, Dinners e outras. O resultado pode gerar uma vantagem competitiva para essas bandeiras em detrimento de MasterCard e Visa. Isto ocorreu na Austrália, na década passada (2003 -2006), quando o banco central daquela país passou a regular o Intercâmbio e, depois de um resultado desfavorável, voltou atrás.
Não critico ou defendo decisões regulatórias como esta, apenas gosto de chamar a atenção para o seguinte fato: Quando não se compreende a teoria micro econômica deste mercado (também chamada de “Two-Sided Market”) o resultado podem ser muito diferente do esperado. “O tiro pode sair pela culatra”
Qual é a sua opinião?
Nada oficial, mas as notícias dão conta de que a Samsung deve lançar seu projeto de mobile payment, em outubro/15, sem cobrar das empresar de cartão de crédito na Coreia. Será que o mesmo pode acontecer nos Estados Unidos?
Bem, são mercados muito diferentes, por exemplo, sabe-se que a Coreia tem um dos maiores índices de utilização de cartões de pagamento, superior a 60% do consumo privado das famílias Coreanas. Cada adulto possui, em média, cinco cartões de pagamentos, entre cartões de crédito e débito. Os Coreanos também adotam novas tecnologias com muita facilidade. Somando-se esses fatos, é possível imaginar o sucesso da Samsung Pay em seu território.
Resta saber como será a batalha no território norte-americano, ou melhor, na casa da Apple. Veja mais em: Samsung Pay.
“A Máquina do Comportamento”
Deixando “payments” de lado só um pouquinho…há tempos queria divulgar algo diferente, não necessariamente novo, mas explicado de forma simples, rica, e inteligente, como (sempre) faz Edson Rigonatti em:
O 8° PASSO – A MÁQUINA DO COMPORTAMENTO
“If you can’t measure something, you can’t understand it. If you can’t understand it, you can’t control it. If you can’t control it, you can’t improve it.”
O Grupo Check Express faz sua entrada no setor de “facilitadores” (sub-acquirer), através da marca PagShop e em parceira com a Credenciadora Global Payments. O grupo já vem estudando esse mercado através de um projeto piloto com 400 clientes e, após ajustar cuidadosamente a operação, pretende iniciar a sua expansão neste mês de abril.
Saiba mais em: PagShop


