Categorias
Serviços Financeiros Startups

It takes two to tango!

Tango

Uma nova analise aponta os problemas iniciais com Apple Pay. A empresa Pheonix Marketing realizou uma pesquisa com 3.000 usuários no final de fevereiro, quatro meses após a introdução da Apple Pay.

Veja a matéria: Apple Pay unable to fulfill user demand, survey shows

Assim como no tango, são necessários que os dois lados deste mercado estejam juntos e preparados, para que uma nova forma de pagamento alcance seu objetivo. Vale a pena conferir a teoria microeconômica “mercado de dois lados” no capítulo 3 do livro “Do Escambo à Inclusão Financeira – A Evolução dos Meios de Pagamento”.

A Apple tem a seu favor a possibilidade de colocar nas mãos de seus clientes uma ferramenta poderosa de pagamento, mas é necessário criar uma rede de aceitação de tamanho importante, caso contrário nunca atingirá o seu objetivo.

Neste sentido, a Samsung Pay terá uma vantagem significativa. Enquanto a Apple Pay só funciona com máquinas que possuam o padrão de conectividade NFC, a Samsung Pay (com tecnologia Loop Pay) pode ser usado em qualquer terminal de captura com leitor de tarja magnética.

Categorias
Serviços Financeiros

Ainda sobre Mobile Payment…

Nas palavras de Ajay Banga, Presidente e CEO da MasterCard, sobre Mobile Payment: “Se você adicionar valor, as pessoas irão utilizá-lo. Mas se tudo o que você esta dizendo é – ao invés de pegar o cartão de pagamento no seu bolso, agora você vai utilizar seu celular para pagar uma conta – Eu não sei qual problema você esta solucionando”

Não há nenhuma dúvida de que o mundo físico e o digital estão se convergindo e que o celular, dada as suas características, é o principal instrumento nessa convergência. Entretanto, mudar o hábito do consumidor é uma tarefa difícil. Até mesmo a “memória muscular” entre em cena.  

Ajay Banga ainda comenta: “Embora a tecnologia muda rapidamente, os hábitos de consumo se mover em um ritmo lento, e é preciso muito para criar uma mudança de mentalidade”.

Você deve se lembrar que levamos um bom tempo para nos ajustar ao uso de senhas no ato de fazer um pagamento com cartão, se não fosse a insistência dos bancos, ainda estaríamos assinando a cada compra. Hoje é muito simples fazer um pagamento, basta inserir o cartão no terminal e digitar uma senha. Muitos de nós já nem coleciona os recibos para conferência.

O que o levaria a mudar esse hábito? O celular simplifica esse ato?

Por que, seis meses depois do lançamento nos Estado Unidos, 85% dos consumidores que possuem um iPhone 6 nem sequer experimentaram o Apple Pay?

Veja mais em: HAS THE MOBILE PAYMENTS NOISE CALMED?

Categorias
Serviços Financeiros

Mobile Payments esta chegando por aqui…

O Banco do Brasil lança sua carteira digital, permitindo que seus clientes carreguem cartões de crédito e débito virtuais em seus smartphones e, utilizando a tecnologia Near Field Communication (NFC), possam fazer seus pagamentos em qualquer terminal capacitado com NFC. Inicialmente disponível apenas para telefones com o sistema Android.

A solução é mesma utilizada em outros países, ou seja, uma carteira eletrônica, tecnologia NFC e tokenização.  Veja os detalhes em: Pagamento de compras por meio de smartphones chega ao Brasil

Categorias
Serviços Financeiros

“Mobile Payment” tem um papel importantíssimo na Inclusão financeira.

A Caixa Econômica Federal quer levar mobile money para programas sociais do governo federal. A Caixa, a TIM e a Mastercard lançaram o Multibank, seu serviço de mobile money. Veja mais em: Multibank

Categorias
Serviços Financeiros

Renascimento da bandeira Credicard? Interessante!

images

Lei a matéria da Aline Bronzati: Itaú e MasterCard se unem para operar nova rede de pagamento

Categorias
Regulamentação Serviços Financeiros

Reguladores e Mercados: Todos estão certos, mas o resultado nem sempre é o desejado.

No livro “Do Escambo à Inclusão Financeira – a evolução dos meios de pagamento” dedicamos um capítulo inteiro ao tema “Ambiente Regulatório” e mostramos como cada agente regulador pode chegar a diferentes conclusões e decisões.

Esta semana o Parlamento Europeu decidiu impor um teto à taxa de intercâmbio (Interchange Fee) nas transações de pagamento com cartões de crédito e débito. Veja a notícia em: EU Parliament approves interchange fee caps

Bem, para quem não esta familiarizado com o tema, uma parte da taxa de desconto que o lojista paga às Credenciadoras é repassado para a Instituição Financeira (normalmente Bancos) que emitiu o cartão de pagamento envolvido na transação. Essa tarifa tem o nome de Intercâmbio (Interchange Fee). Por sua vez, o Emissor do cartão repassa parte desses valores ao portador do cartão (o consumidor), como forma de incentivo ao seu uso. Por isso você recebe algumas isenções, milhagem e alguns serviços adicionais.

Desde a década de 60, quando MasterCard e Visa nasceram como associações entre bancos, estes passaram a exercer o papel de “Emissores” e “Credenciadoras” (Acquirers) de forma independentes. Surgiu então a necessidade de repassar parte das receitas obtidas pelas Credenciadoras (Taxa de desconto) para o Emissor do cartão de pagamento. A esta tarifa se deu o nome de Intercâmbio (Interchange Fee).

Há décadas se discute se o Intercâmbio é ou não anti-competitivo, afinal, de forma bem simplista, quanto mais se incentiva o consumidor a utilizar o cartão de pagamento, mais se pode cobrar do lojista pela prestação do serviço. Não dá pra discutir os detalhes neste post  (sugiro a leitura do livro 🙂 ), mas há algo que chama a atenção:

Nos sistemas de pagamentos em que o Emissor e o Credenciador são a mesma Instituição Financeira, como por exemplo, American Express e Dinners (exceto Brasil), não existe a figura do Intercâmbio, entretanto, o princípio econômico é o mesmo: Um lado do mercado paga a conta (o Lojista) enquanto o outro lado é incentivado (o portador do cartão).

A decisão da União Européia, em reduzir e limitar a taxa de Intercâmbio, não se aplica às Bandeiras como American Express, Dinners e outras. O resultado pode gerar uma vantagem competitiva para essas bandeiras em detrimento de MasterCard e Visa. Isto ocorreu na Austrália, na década passada (2003 -2006), quando o banco central daquela país passou a regular o Intercâmbio e, depois de  um resultado desfavorável, voltou atrás.

Não critico ou defendo decisões regulatórias como esta, apenas gosto de chamar a atenção para o seguinte fato: Quando não se compreende a teoria micro econômica deste mercado (também chamada de “Two-Sided Market”) o resultado podem ser muito diferente do esperado. “O tiro pode sair pela culatra”

images (1)

Qual é a sua opinião?