Autor: Edson Santos.
Data: 28 de maio de 2026
Uma mulher caminha por Hangzhou de óculos inteligentes. Diz em voz baixa “peça o de sempre”. Quando chega à cafeteria, o café já está pronto, pago, com o nome dela no copo. Sem maquininha, sem app, sem cartão.
Releia a cena e note o que falta: em nenhum momento ela precisou saber qual IA estava por trás do agente. Podia ser qualquer uma. Quem governou a transação não foi o modelo de IA. Foi a carteira.
Esse detalhe, que passou despercebido na maioria das análises do lançamento do AI Wallet da Alipay, muda a resposta para uma pergunta central: no comércio agêntico, quem é dono do cliente?
Escrevi para o Let’s Money sobre o que isso revela — e sobre por que o Brasil pode estar construindo um caminho diferente, público, sobre o Pix e o Open Finance
